A telemedicina no combate ao coronavírus no Brasil

Quando visualizei esta notícia no UOL fiquei pensando em quantas mudanças virão por aí.

Desde que o tema saúde entrou para o meu dia a dia de trabalho, venho acompanhando as discussões em torno da telemedicina no Brasil, no qual participam médicos, membros do conselho e pessoas que atuam na área da saúde.

Eu, como comunicadora, sempre vejo os avanços tecnológicos como um forte aliado na relação entre pessoas. Um facilitador para aproximar, gerar mais informação, promover novos negócios e inovação. Ou seja, algo muito necessário no cenário atual que estamos vivendo, pautado pelo medo, ansiedade e desinformação.

Agora mais do que nunca o tema estará em pauta, e em grupos de discussão de toda a população, que enxergará nesta inovação, que já é realidade em muitos países, uma necessidade para a área da saúde.

Segundo a UOL a telemedicina, ainda que não regulamentada, já está sendo utilizada no Brasil por algumas instituições, e mais recentemente para tratamento e prevenção do COVID-19 (Coronavírus). A seguir destaco alguns pontos da reportagem.

1. Prevenção e tratamento

“Após voltar de viagem e apresentar tosse e febre, uma pessoa entrou em contato com um médico por um serviço de vídeo online de um hospital. Depois, uma equipe foi até a casa do paciente para recolher secreção nasal e fazer o teste para o novo coronavírus. O resultado deu positivo e o paciente continuou a ser tratado em casa, por vídeo. (…)

 

Ainda incipiente no Brasil, serviços como o do Einstein, que usam a tecnologia para o contato entre paciente e médico, são uma arma importante de hospitais e seguradoras para evitar a disseminação do novo coronavírus no Brasil.”.

 

“Além do contato remoto entre médico e paciente, o Einstein conta com diversos serviços, como o de teleUTI, quando um especialista visita remotamente UTIs que não tem médico especialista. Durante a crise do coronavírus, por exemplo, um médico intensivista consegue, por meio da telemedicina, entrar em contato com um pneumologista para tratar um paciente em estado mais grave.

 

2. Informação

“O novo coronavírus trouxe muita ansiedade por informação. A telemedicina ajuda que o paciente esclareça suas dúvidas. Normalmente, ele procuraria um pronto-socorro. Pelo aplicativo, ele pode receber atendimento médico, da casa dele, por uma equipe muito preparada”, afirmou Ricardo Salem, diretor médico da Care Plus.

 

Para Salem, boa parte das visitas ao pronto-socorro poderiam ser resolvidas fora do ambiente hospitalar. “A telemedicina ajuda a mitigar os riscos de contágio, já que o doente não vai expor os demais pacientes no pronto-socorro e os demais profissionais de saúde. Mas é importante dizer que se sentir desconforto respiratório ou falta de ar, ele deve procurar sempre um pronto-socorro”, pontuou.

 

3. Novos negócios

De olho no novo coronavírus, o médico Carlos Eduardo Cassiani Camargo, diretor técnico da startup Brasil Telemedicina, vai lançar em breve um serviço de atendimento médico à distância. Também por meio de um aplicativo, o paciente passará por uma triagem feita por inteligência artificial. Em seguida, caso seja necessário, poderá falar com um médico por chat [escrito] ou videoconferência. A avaliação inicial será gratuita. Já a orientação médica ao vivo vai custar R$ 40. A empresa já conta com médicos contratados em todo o país. “O médico interessado em fazer parte do plantão se cadastra em um aplicativo e eu faço a validação. Toda vez que já um paciente interessado, ele recebe um “push” como se fosse um Uber. …

 

E como disse @anatex “Médicos online, psicólogos online, professores online, assistentes virtuais de redes sociais, delivery de compras de mercado. Quais outros trabalhos que vão crescer neste momento”?

4. Preocupação com a atual legislação

Uma das preocupações de Camargo é com a legislação brasileira, que não é muito clara quanto aos limites da telemedicina. Ano passado, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou a norma 2.227/2018, que viria regularizar as consultas por meio digital. A norma foi revogada após poucos dias. Isso faz com que esteja vigente uma norma de 2002, época em que não existia nem smartphones. “Hoje, é permitido que se oriente o paciente pela internet, mas não podemos emitir uma receita online. Nunca tive problemas com o conselho”, garante Camargo.

 

O Einstein também se preocupa com a falta de regulamentação da telemedicina no Brasil. “A atual legislação, de 2002, determina que é necessário haver médico nas duas pontas de atendimento online. Por outro lado, existe algo na Constituição dizendo que o paciente pode usar atendimento de saúde como bem entender. Nós respeitamos o Código de Ética Médica e os protocolos internacionais como o do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos)”, disse Klajner.

 

5. Tendência

Nos Estados Unidos, espera-se que o novo coronavírus popularize os serviços de telemedicina, que já são regulamentados no país, mas enfrentam questões legais em alguns estados. O próprio CDC, em documento publicado no fim de fevereiro, considera que se a doença chegar a um ponto em que as pessoas sejam orientadas a ficar em casa, o serviço de saúde deverá oferecer serviços de consultas médicas remotas.

 

Em entrevista à revista Time, o médico Joe Kvedar, presidente da Associação Americana de Telemedicina, afirmou que os serviços de telemedicina do país estão prontos para essa possibilidade.

 

Espero que a telemedicina venha para ficar e trazer mais inovação e benefícios em saúde no Brasil.

E você? O que acha?

 

 

Link para a notícia: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/03/13/telemedicina-vira-arma-de-servicos-privados-de-saude-contra-o-coronavirus.htm

Imagem: Getty Image

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