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Ética no WhatsApp

O WhatsApp hoje é a rede mais utilizada para trocas de mensagens entre brasileiros. E é muito comum que o contato com clínicas e consultórios seja feita através do WhatsApp, muitas vezes com o telefone particular do médico ou mesmo, da equipe interna da clínica. ⠀

 

Entretanto, essa mídia também é considerada no Código de Ética Médica e deve ser conduzida com atenção na estratégia de Marketing Médico. Por que? Pois assim como uma foto do antes e depois ou um e-mail, o conteúdo ali trocado pode servir como prova em um processo judicial. Abaixo confirma a entrevista que realizamos com nosso cliente, o médico especialista em perícia médica Dr. Maurício Beck. 

 

4 cuidados que o médico deve ter com o WhatsApp

 

  1. Não apagar os dados e trocas de mensagens, sempre fazer um backup para que as informações não sejam perdidas e possam ser acessadas caso necessário;

 

  1. Sempre registrar por e-mail as mensagens, principalmente em casos de problemas. Pedindo um retorno para o paciente via e-mail;

 

  1. Evitar divulgar dados ou fotos que apareçam a identidade de pacientes em grupos de WhatsApp. Muitas vezes podem ser reencaminhadas por terceiros (muito comum em grupos de discussão de casos clínicos) e isso gerar transtornos e processos judiciais;

 

  1. Não receber informações importantes do paciente via WhatsApp. Elas podem ser facilmente perdidas ou, ainda, vazadas em casos de clonagem. Atenção principalmente para fotos íntimas. Se o conteúdo for vazado, o profissional poderá ser responsabilizado. O indicado é sempre usar um softwares criptografados e com segurança para atendimento a distância. 

 

De acordo com o especialista o Dr. Maurício Beck, esses cuidados são ainda mais importantes na Medicina Estética.

 

“Quando o procedimento possui fins estéticos, o médico é responsável pelo fim, pelo resultado. Em especialidades não estéticas, o médico é responsável pelo meio, então, em casos de processos judiciais, basta ele comprovar que não cometeu nenhum deslize do ponto de vista técnico. Na Medicina Estética não. Mesmo que o médico tenha feito tudo corretamente, ele é diretamente responsável pelo resultado e pode ter que indenizar este paciente. Dermatologistas e Cirurgiões Plásticos têm que ter cuidados redobrados: um bom prontuário médico, que deixe um registro detalhado sobre as expectativas do paciente em relação ao resultado e que esclareça até que ponto que o procedimento vai chegar a este resultado. É com base nisso que montamos uma defesa.”

 

Na Think Saúde, acompanhamos os nossos clientes e realizamos clientes ocultos com frequência para melhoria do atendimento na clínica.

 


 

Este artigo foi escrito por @nicolesimonato

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Sócia-fundadora da Think Saúde, Nicole Simonato é publicitária, designer e pesquisadora e atua com a coordenação e execução de projetos multidisciplinares relacionados à marketing, comunicação e design. Mestre em Design Estratégico pela Unisinos, possui pós-graduação em Marketing, especialização em Marketing para a Área da Saúde e graduação em Comunicação com ênfase em Marketing, ambos pela ESPM-Sul.